domingo, 21 de dezembro de 2025

Fotos do amanhã

 Foi um desafio falar sobre esse ano, a fita é falar sobre uma guerra interna, uma guerra que não há como definir. São livros explicando e eu tentando entender como funciona esse negócio chamada vida. Falhei.

Milagres, eles dizem, foi tudo feito como milagres, todos os méritos foram feitos por alguém sobrenatural. Não entendo, não aceito. Minha boca seca, torto arado me fala para eu refletir melhor sobre meu cotidiano, bebo e esqueço. Piso em cacos de vidros, queria que fosse ovos, como em outrora. 

Foi uma busca longa para tentar acreditar em algo que nunca vi, em algo que nunca passou perto de mim. Não queria ficar sozinho, sempre busquei uma bengala, caí. Falhei mais uma vez mesmo gostando do batuque, não encontrei o final do tom do tambor.

Me fere, sinto o gosto de sangue, e permaneço sozinho, lutando contra o pensamento de acabar com tudo. Juro que gostaria de escrever coisas mais leves, mais feliz, sobre flores, mas nem flores eu quero sob o que eu penso que vai acontecer no final de um texto e de um ponto final. Definitivo será, não sei quando.

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